Maíra
Voltar a realidade academica após uma semana de falsas folgas é trabalhoso. Tudo parece conspirar contra esse retorno. Hoje de manhã, eu não conseguia encontrar nem mesmo meu caderno. Parecia que ele tinha se permitido tirar férias e embarcara em uma viagem para o fundo da gaveta de folhas A4.
Fora o 'sumiço' do caderno tive que me adaptar a falta de uma lapseira. A minha última, teve seus últimos dias úteis vividos na sexta passada, e apesar dela ainda habitar minha bolsinha, decidiu que não precisa mais aceitar que lhe alimentem com grafite e vai curtir merecidas férias ao lado das outra três colegas também aposentadas.
Outro aspcto confortador, foi a desordem das minhas listas de exercícios que deverão ser entregues nessa semana. Como resolvi uma boa parte delas em cantos diferentes da casa, ainda não conseguir juntar todas as folhas correspondentes a cada lista. Está tudo misturado, potênciais elétricos, listas encadeadas, limites de duas variáveis e capacitâncias conseguiram até formar um novo bloco de exercícios: "tudo que é preciso fazer para passar do 3º período".
Somando aos fatores mencionados acima, encontra-se o tal do horário de verão: a mais cruel forma de tratamento ao relógio biológico humano.
Alguém duvida que estarei um pedacinho de um caco hoje à noite?? E ainda temos provas e provas essa semana...
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Fora o 'sumiço' do caderno tive que me adaptar a falta de uma lapseira. A minha última, teve seus últimos dias úteis vividos na sexta passada, e apesar dela ainda habitar minha bolsinha, decidiu que não precisa mais aceitar que lhe alimentem com grafite e vai curtir merecidas férias ao lado das outra três colegas também aposentadas.
Outro aspcto confortador, foi a desordem das minhas listas de exercícios que deverão ser entregues nessa semana. Como resolvi uma boa parte delas em cantos diferentes da casa, ainda não conseguir juntar todas as folhas correspondentes a cada lista. Está tudo misturado, potênciais elétricos, listas encadeadas, limites de duas variáveis e capacitâncias conseguiram até formar um novo bloco de exercícios: "tudo que é preciso fazer para passar do 3º período".
Somando aos fatores mencionados acima, encontra-se o tal do horário de verão: a mais cruel forma de tratamento ao relógio biológico humano.
Alguém duvida que estarei um pedacinho de um caco hoje à noite?? E ainda temos provas e provas essa semana...
Maíra
Ando pasma comigo mesma. Cheguei ao cúmulo de ler dois livros de auto-ajuda esse mês.
E o pior é que gostei dos dois!
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E o pior é que gostei dos dois!
Parada para o teste
Maíra
Recei hoje por e-mail, um teste não tão igual, mas também nem tão diferente: "Seu quarto mostrq quem você é"
Façam, descubram e me contem.
http://istoe.terra.com.br/istoedinamica/testesenquetes/testequarto/
Ah, o meu resultado foi o seguinte: Consciente
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Façam, descubram e me contem.
http://istoe.terra.com.br/istoedinamica/testesenquetes/testequarto/
Ah, o meu resultado foi o seguinte: Consciente
Organização parece ser seu lema de vida. Segundo o psicólogo americano Samuel Gosling, este costuma ser o perfil de quem é muito racional e vive em constante duelo entre suas emoções e sua razão. O importante é saber dosar as duas coisas para que essa 'assepsia' não signifique um problema em sua vida.
Sobre pensamentos inconcluidos
Maíra
Passei o fim-de-semana buscando assuntos para incrementar o blog:
Pesnei em trocar o layout;
Pensei em escrever sobre meus preparativos para uma tal prova de certificação;
Pensei em linkar mais sites interessante;
Pensei em escrever sobre a tensão das provas AIAs;
Pensei em contar casos do meu cotidiano de dona de casa distraída;
Pensei.... Pensei....
E hoje, cheguei aqui, e só possuia pensamentos... Nehum texto... Nada para postar....
Nada!!
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Pesnei em trocar o layout;
Pensei em escrever sobre meus preparativos para uma tal prova de certificação;
Pensei em linkar mais sites interessante;
Pensei em escrever sobre a tensão das provas AIAs;
Pensei em contar casos do meu cotidiano de dona de casa distraída;
Pensei.... Pensei....
E hoje, cheguei aqui, e só possuia pensamentos... Nehum texto... Nada para postar....
Nada!!
Sobre interesses e releituras
Maíra
A gatota decidiu que já está na hora de começar a planejar a leitura para a monografia. No último fim de semana, entrou em contato com a loucura dos primos formandos na elaboração da temebrosa, e o que mais ouviu destes foi a seguinte sentença: "Comece a juntar material agora!". Eles, se quer, se importaram em pergunta-la se já possuia um tema, ou sugeriram que esperasse para conhecer novas matéria. Queriam que ela cortasse o mal pela raíz: "Queria ter começado antes."
Então, com o pânico percorrendo suas entranha, comecou a dar uma olhada na nuvem, esperando encontrar uma bela tempestade de informações. A tempestade até veio, mas, mesmo molhada, ainda não sabe como começar. Juntou um monte de .doc e .pdf que ocuparam quase a metade do seu mini pen drive. Documentos que tentam mostar a jovem ignorante, o quanto ela irá depender daquelas matérias odiosas se quiser seguir por esse caminho.
E agora a garota, confusa e chateada, anda revendo seus conceitos e tentando se dedicar mais as aulas...Conseguirá o tema de nossa heroína chegar imutável ao 9º período???
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Então, com o pânico percorrendo suas entranha, comecou a dar uma olhada na nuvem, esperando encontrar uma bela tempestade de informações. A tempestade até veio, mas, mesmo molhada, ainda não sabe como começar. Juntou um monte de .doc e .pdf que ocuparam quase a metade do seu mini pen drive. Documentos que tentam mostar a jovem ignorante, o quanto ela irá depender daquelas matérias odiosas se quiser seguir por esse caminho.
E agora a garota, confusa e chateada, anda revendo seus conceitos e tentando se dedicar mais as aulas...Conseguirá o tema de nossa heroína chegar imutável ao 9º período???
Vamos aos fatos
Maíra
* Acordar ao nascer do sol para estudar não está adiantando: minhas notas continuam péssimas;
* Na briga com o Pascal, saí vitoriosa: total na DAD.
* Já fazem dois dias que a lâmpada do banheiro da faculdade está queimada;
* Comprei um notebook e , agora, assisto um pedacinho de filme toda noite;
* Ainda estou procurando um novo emprego;
* E continuo sentindo falta do beijo de um certo par de olhos azuis;
* Faltam 4 anos para minha formatura!
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* Na briga com o Pascal, saí vitoriosa: total na DAD.
* Já fazem dois dias que a lâmpada do banheiro da faculdade está queimada;
* Comprei um notebook e , agora, assisto um pedacinho de filme toda noite;
* Ainda estou procurando um novo emprego;
* E continuo sentindo falta do beijo de um certo par de olhos azuis;
* Faltam 4 anos para minha formatura!
Sobre fases e gostos fortes...
Maíra
Parei de comer carne aos dois anos. Antes que me perguntem o porque, já lhes adianto que não tenho a mínima idéia da causa. Nem eu mesma, lembro de quando comecei a rejeitar o alimento. Tudo que possuo são relatos da minha mãe, que eu considero uma fonte confiável, apesar dela não possuir artigos científicos publicados.
Segundo estes relatos, eu, aquela que não deixava de comer que fosse um pedacinho de qualquer animal morto, passei a não ligar para os pedaços depositados no meu prato: comia todos os outros alimentos e deixava a carne no cantinho. No princípio, mãe não ligava, pensava que amanhã seria um novo dia e que eu iria comer tudo que estava no prato. Mas esse amanhã não chegava...
Veio o fase do "vai comer obrigada", que depois de várias tentativas frustadas, culminantes em chamados diários ao não agradável sr. Miguel, pediu uma solução mais enérgica, e que não me envolvesse tanto. Minha criativa mãe, instituiu a fase "vai comer enganada". Nesse período, tudo que fosse cozido lá em casa, ganhava um ingrediente especial. Outra manobra, era bater pedaços junto ao feijão, que até hoje eu não como inteiro. Essa fase, durou bastante, só descobri sua fórmula de sucesso, aos meus 10 anos.
Depois da descoberta, veio desespero da minha mãe, as idas constantes ao hematologista.Nessa época, entrei na fase: "Eu preciso emagrecer". Sempre fui uma criança cheinha e não queria vir a ser a adolescente gordinha. Para felicidade geral do povo lá de casa, nenhum nutricionista me liberava para uma dieta sem carnes, e eu, não sei como, decidi que aceitaria comer a bendita, desde que fosse adicionada em pequenas quantidades a um bolinho misto de batata e proteína de soja.
Estava aberta a fase da tortura: almoçar era uma tortura. O bolinho entalava na minha garganta, e precisava de muito controle emocional para que ele descesse. Pode ser por isso, que essa dieta, durou apenas cinco meses. Embora esses cinco meses tenham surtido efeitos na queda de peso, e também na diminuição de idas ao hematologista.
Tudo corria muito bem, eu não comia carne, não passava mal, não estava com deficiência de proteínas... Até que, aquela fase "Eu preciso emagrecer", voltou a me assombrar. Já em posse dos meus vinte anos, voltei para os profissionais do controle do peso. Levando em consideração,o meu fracasso com os nutricionistas, decidi consultar um endocrinologista, eu não queria o fantasma da carne me assombrando de novo. Então, na data marcada, e com meu discurso afiado, entrei no consultório da Médica, dra. Boazinha, para os íntimos.
Dra. Boazinha não esperou que eu fizesse meu tão ensaiado discurso, disse que já possuía vários pacientes vegetarianos, e já foi me passando uma lista imensa de substitutos para carne. Mas...
Foi bem clara ao dizer: você vai ter que comer proteína de soja todos os dias.
Eu já possuía uma experiência com a proteína. Não era das melhores, como já sabem, mas,poderíamos nos dar bem desta vez. Nos primeiros contados, não fizemos progressos. O gosto forte e a textura, enjoavam meu pobre estomago e eu largava metade do que havia posto no prato. Tudo parecia retornar a fase tortura.
Hoje, já nos vinte e alguns, consigo relembrar do gosto de cada uma das fases da trajetória da carne em minha vida, e concluo que o da proteína é o mais tolerável. E aí, para evitar futuras consultas ao hematologista, engulo tudo e qualquer coisa feita com a tal proteína de soja. Vivo na fase tolerância.
Talvez o gosto já nem incomode tanto, afirmaria os mais otimistas... Não senhores, ainda incomoda.
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Segundo estes relatos, eu, aquela que não deixava de comer que fosse um pedacinho de qualquer animal morto, passei a não ligar para os pedaços depositados no meu prato: comia todos os outros alimentos e deixava a carne no cantinho. No princípio, mãe não ligava, pensava que amanhã seria um novo dia e que eu iria comer tudo que estava no prato. Mas esse amanhã não chegava...
Veio o fase do "vai comer obrigada", que depois de várias tentativas frustadas, culminantes em chamados diários ao não agradável sr. Miguel, pediu uma solução mais enérgica, e que não me envolvesse tanto. Minha criativa mãe, instituiu a fase "vai comer enganada". Nesse período, tudo que fosse cozido lá em casa, ganhava um ingrediente especial. Outra manobra, era bater pedaços junto ao feijão, que até hoje eu não como inteiro. Essa fase, durou bastante, só descobri sua fórmula de sucesso, aos meus 10 anos.
Depois da descoberta, veio desespero da minha mãe, as idas constantes ao hematologista.Nessa época, entrei na fase: "Eu preciso emagrecer". Sempre fui uma criança cheinha e não queria vir a ser a adolescente gordinha. Para felicidade geral do povo lá de casa, nenhum nutricionista me liberava para uma dieta sem carnes, e eu, não sei como, decidi que aceitaria comer a bendita, desde que fosse adicionada em pequenas quantidades a um bolinho misto de batata e proteína de soja.
Estava aberta a fase da tortura: almoçar era uma tortura. O bolinho entalava na minha garganta, e precisava de muito controle emocional para que ele descesse. Pode ser por isso, que essa dieta, durou apenas cinco meses. Embora esses cinco meses tenham surtido efeitos na queda de peso, e também na diminuição de idas ao hematologista.
Tudo corria muito bem, eu não comia carne, não passava mal, não estava com deficiência de proteínas... Até que, aquela fase "Eu preciso emagrecer", voltou a me assombrar. Já em posse dos meus vinte anos, voltei para os profissionais do controle do peso. Levando em consideração,o meu fracasso com os nutricionistas, decidi consultar um endocrinologista, eu não queria o fantasma da carne me assombrando de novo. Então, na data marcada, e com meu discurso afiado, entrei no consultório da Médica, dra. Boazinha, para os íntimos.
Dra. Boazinha não esperou que eu fizesse meu tão ensaiado discurso, disse que já possuía vários pacientes vegetarianos, e já foi me passando uma lista imensa de substitutos para carne. Mas...
Foi bem clara ao dizer: você vai ter que comer proteína de soja todos os dias.
Eu já possuía uma experiência com a proteína. Não era das melhores, como já sabem, mas,poderíamos nos dar bem desta vez. Nos primeiros contados, não fizemos progressos. O gosto forte e a textura, enjoavam meu pobre estomago e eu largava metade do que havia posto no prato. Tudo parecia retornar a fase tortura.
Hoje, já nos vinte e alguns, consigo relembrar do gosto de cada uma das fases da trajetória da carne em minha vida, e concluo que o da proteína é o mais tolerável. E aí, para evitar futuras consultas ao hematologista, engulo tudo e qualquer coisa feita com a tal proteína de soja. Vivo na fase tolerância.
Talvez o gosto já nem incomode tanto, afirmaria os mais otimistas... Não senhores, ainda incomoda.
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