Princípios do Ato Administrativo
Princípios a serem observados para que o ato seja legal, ou seja, esteja de acordo com a lei:
Competência ou sujeito: Quem?
Finalidade: Para que? (Sempre pública e prevista em lei)
Forma: Como? Regra Solene (escrito – publicado, exceção: verbal – guarda de trânsito)
Motivo: Para que? (Fundamento de Fato e Direito que justifica o ato)
Objeto (Conteúdo: o Que? ou Onde?)
Os três primeiros são expressos na lei, são os elementos VINCULADOS – o agente público não terá nenhuma liberdade de escolha, terá que seguir a lei.
Quanto ao motivo e objeto, ora serão vinculados, ora o agente público terá liberdade para escolher o melhor motivo e objeto, caracterizando os elementos DISCRICIONÁRIOS.
Exemplo: Alta velocidade em uma estrada
- Competência: Policial rodoviário federal
- Finalidade: Segurança Pública
- Forma: Multa de trânsito
- Motivo: Excesso de Velocidade – Fundamento: Código de Transito Brasileiro
- Objeto: Multa em si. Discricionário: valor pode ficar entre 500 e 1000 reais, por exemplo.
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Competência ou sujeito: Quem?
Finalidade: Para que? (Sempre pública e prevista em lei)
Forma: Como? Regra Solene (escrito – publicado, exceção: verbal – guarda de trânsito)
Motivo: Para que? (Fundamento de Fato e Direito que justifica o ato)
Objeto (Conteúdo: o Que? ou Onde?)
Os três primeiros são expressos na lei, são os elementos VINCULADOS – o agente público não terá nenhuma liberdade de escolha, terá que seguir a lei.
Quanto ao motivo e objeto, ora serão vinculados, ora o agente público terá liberdade para escolher o melhor motivo e objeto, caracterizando os elementos DISCRICIONÁRIOS.
Exemplo: Alta velocidade em uma estrada
- Competência: Policial rodoviário federal
- Finalidade: Segurança Pública
- Forma: Multa de trânsito
- Motivo: Excesso de Velocidade – Fundamento: Código de Transito Brasileiro
- Objeto: Multa em si. Discricionário: valor pode ficar entre 500 e 1000 reais, por exemplo.
E teve copa...
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| Davi Luiz comemorando gol contra o Chile - foto: http://www.elhombre.com.br/ |
Não foi como o esperado. Aquela onda de protestos quebrou brandamente na praia. Não teve, tão pouco, decorações nas casas, nas ruas... Só foi. Simples assim.
As ruas estavam cobertas por policiamento, até nosso exercito,antes recluso, passeavam exibindo sua fardas impecáveis. Tudo no estilo "para inglês, ver. O medo que sentiu na volta para casa durante o primeiro jogo, quando até o taxista disse "parece que voltamos à ditadura", foi se esvaziando. Ela ainda não sabe se foram as forças armadas que assustaram a população ou se foi a população que assustou e levou as forças armadas para as ruas. Mas os conflitos mesmo não vieram.
O ânimo para os jogos também foi pequeno. Aparentemente as pessoas comemoraram mais os feriados do que os resultados do Brasil. Claro que os jogos foram assistidos, houve vibração com as vitórias, gente vestindo amarelo, novos ídolos aparecendo... Aliás, um beijo para o Davi Luíz, o figura desta nova seleção.
Os escândalos também apareceram do lado da bola houve jogador mordendo outro, houve jogador sendo quebrado, seleções pequenas aprontando e, claro, nossa eliminação por 7 a 1. Do lado de fora tivemos até mesmo a dona fifa envolvida na máfia dos ingressos, fora a tristeza do viaduto que caiu aqui em BH. Onde já se viu um viaduto cair, senhores? E pior, onde já se viu um prefeito dizendo que esse fato é normal?
Junta-se a isto tudo os aproveitadores, os senhores candidatos, cada um acusando o outro da imprudência das obras, dos olhos fechados para isto e para aquilo...Todos preocupados em como será o impacto da copa em suas campanhas eleitorais. Quem perde com isso? Nós, claro.
E agora? Temos que juntar a roupa suja e lavar, colocar a vergonha do campo e do país no bolso e fazer um bom trabalho nos próximos meses.
O porquê no post Fazer o que se gosta....
Foi um domingo daqueles onde se levanta primeiro que o sol, se arruma como dá e sai. Faz uma daquela viagens de ônibus onde tanto faz ouvir música ou ler Dan Brown, desce em seu destino pensando no porquê já está de pé aquela hora. Caminha preguiçosamente contra o vento, morrendo de dó da mãe que lhe acompanha aquela hora. Segue caminhando até achar um lugar onde o sol mostre, ainda que timidamente, alguns dos seus raios, se despede da mãe e vai para o prédio onde está indicado no cartão de inscrição. Sobe para a sala já sabendo que vai encontrar uma colega de faculdade e terá que jogar conversa fora logo às sete da manhã de um domingo gelado. Procura a sala, ainda que contrariada, deseja bom dia para o moço (ou era moça?) que estava na porta. Sorri quando lhe indica seu lugar. Joga uma dose de conversa fora com a colega, ajeita o material na carteira e aguarda.
Quando distribuem o caderno de provas, continua pensando no drama que faz da sua vida: não anda com paciência para os problemas familiares, anda desaminada com os estudos e, principalmente, com a sua crescente desilusão com trabalho e profissão. Assim que vira a capa do caderno esbarra com o título do texto. Já sente a pulga encostanto atrás da orelha. Enquanto corre os olhos pelas linhas vai crescendo a sensação de que aquilo ali estava escrito para ela. Quando termina a leitura sente os cinco dedos do tapa "virtual" que levou na cara. O ardor não lhe deixaria continuar a responder calmamente as questões e ela também não possuía nada para esvaziar a mente que já não parava de pensar no assunto.
Se viu refletida no parte dos insatisfeitos que querem trabalhar com o que gostam. Adoraria morar em uma cabana nas montanhas, levantar as seis da manhã, fazer uma xícara de café e passar o dia escrevendo. E, até mesmo, acredita que se o autor lhe pedisse para que ela deixasse as meias e os sapatos com ele, deixaria. Mas o que mais lhe chamou atenção foi a parte do "precisa ser feito".
E foi essa a primeira visão que decidiu levar para seu cotidiano. Ela agora vai continuar levantando as cinco da manhã, longe das montanhas, tomando seu café só as sete, mas tentando sempre pensar que tem alguém que está dependendo do seu trabalho. Mentalizando que alguém vai ficar feliz em receber aquela versão mais redondinha, sem erros, e poder utiliza-la tranquilamente.
A parte do perfeccionismo já era sua companheira. Ela ainda não encontrou aquele reconhecimento citado mas também não desistiu de continuar correndo atrás. Vai que o reconhecimento está ali na esquina? O jeito é continuar caminhado.
E assim, mesmo naquele domingo frio, mesmo que a prova não lhe traga bons resultados, ela conseguiu extrair dela uma ótima experiência. A sacudida lhe deu um fiozinho de esperança. E foi com essa esperança que respondeu as questões, com essa esperança que abraçou a mãe no final da prova e ainda é com ela que está vivendo essa semana.
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Quando distribuem o caderno de provas, continua pensando no drama que faz da sua vida: não anda com paciência para os problemas familiares, anda desaminada com os estudos e, principalmente, com a sua crescente desilusão com trabalho e profissão. Assim que vira a capa do caderno esbarra com o título do texto. Já sente a pulga encostanto atrás da orelha. Enquanto corre os olhos pelas linhas vai crescendo a sensação de que aquilo ali estava escrito para ela. Quando termina a leitura sente os cinco dedos do tapa "virtual" que levou na cara. O ardor não lhe deixaria continuar a responder calmamente as questões e ela também não possuía nada para esvaziar a mente que já não parava de pensar no assunto.
Se viu refletida no parte dos insatisfeitos que querem trabalhar com o que gostam. Adoraria morar em uma cabana nas montanhas, levantar as seis da manhã, fazer uma xícara de café e passar o dia escrevendo. E, até mesmo, acredita que se o autor lhe pedisse para que ela deixasse as meias e os sapatos com ele, deixaria. Mas o que mais lhe chamou atenção foi a parte do "precisa ser feito".
E foi essa a primeira visão que decidiu levar para seu cotidiano. Ela agora vai continuar levantando as cinco da manhã, longe das montanhas, tomando seu café só as sete, mas tentando sempre pensar que tem alguém que está dependendo do seu trabalho. Mentalizando que alguém vai ficar feliz em receber aquela versão mais redondinha, sem erros, e poder utiliza-la tranquilamente.
A parte do perfeccionismo já era sua companheira. Ela ainda não encontrou aquele reconhecimento citado mas também não desistiu de continuar correndo atrás. Vai que o reconhecimento está ali na esquina? O jeito é continuar caminhado.
E assim, mesmo naquele domingo frio, mesmo que a prova não lhe traga bons resultados, ela conseguiu extrair dela uma ótima experiência. A sacudida lhe deu um fiozinho de esperança. E foi com essa esperança que respondeu as questões, com essa esperança que abraçou a mãe no final da prova e ainda é com ela que está vivendo essa semana.
"Mas sonha que passa
Ou toma cachaça
Agüenta firme, irmão
Na oração
Deus tudo vê e Deus dará"
Sorriso nos Lábios do Gonzaguinha
e a copa?
Sim senhores, ela já se instalou por aqui. Dessa vez é diferente, não se vê decoração nas ruas. Não há ninguém adquirindo produtos em verde-amarelo. Quase não se há expectativa nos rostos das pessoas. E logo agora, na "nossa" copa, a copa brasileira, a copa onde podemos (será?) sermos campeões em casa...
Ainda há aquela intolerância que veio lá de junho passado, daquela copa das confederações. Aquela da "Revolta dos Vinte Centavos", lembra? Pois é, tudo que vemos é indiferença e insatisfação. Insatisfação com o que mesmo? Estamos contra copa?
Se não estamos contra, estamos mesmo insatisfeitos. Basta abrir a porta de casa para encontrar uma das obras não terminadas para atender a copa. O Trânsito, que nunca foi bom, está impossível por causa das obras e das manifestações (sim, senhores, os protestos já voltaram para as ruas). Fora que nem é preciso ressaltar mais uma vez que nosso dinheiro estaria melhor empregado na saúde, já que nosso sistema público tá doente a séculos, ou na educação, onde somos analfabetos funcionais...Mas estamos aí com estádios novíssimos em estados em que os times não chegam nem a primeira divisão do futebol. Justificada nossa insatisfação.
Enquanto isso nossa seleção, já concentrada e invadindo todos os noticiários, está trabalhando.Disse o nosso técnico que a copa fora dos campos não é problema deles. E o seu lado cidadão, sr. Felipão?
Ela, que se encontrou na definição do escritor Antônio Prata, "Meio intelectual, meio de esquerda", tenta se posicionar para saber qual bandeira vai levantar. Claro que apoia os protestos, os brasileiros merecem uma vida melhor. Por outro lado, não tira da cabeça a pergunta que seu instrutor lhe fez na época dos protestos da copa das confederações: "Você iria brigar com seu marido no meio da rua por problemas pessoais seus? Com o mundo todo vendo?" Porque querendo ou não é o que estamos fazendo. Gritando pros quatro cantos que somo um país "mal acabado", tentando resolver nossos problemas no grito e, sim, todo mundo está vendo. Mas dá para esperar a visita ir embora? Engolir sapos é indigesto. Por outro lado,sente falta daquela euforia de vestir a amarelinha, de ver as ruas pintadas, de comentar sobre os jogos, de colecionar as tabelas dos jogos do mundial...
Por essas e outras já tirou lá do armário a blusa preta dos protestos e a canarinho (só que a sua é da azul), mesmo não sabendo qual vai vestir. E espera que o Brasil ganhe nas duas: o título e (quem sabe?) verbas para saúde, educação e outros problemas sociais ou não que nos atingem.Afinal, já vimos que o dinheiro existe, só falta fazer bom uso dele.
É senhores, como se não bastasse a copa, esse ano ainda teremos eleições.
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Ainda há aquela intolerância que veio lá de junho passado, daquela copa das confederações. Aquela da "Revolta dos Vinte Centavos", lembra? Pois é, tudo que vemos é indiferença e insatisfação. Insatisfação com o que mesmo? Estamos contra copa?
Se não estamos contra, estamos mesmo insatisfeitos. Basta abrir a porta de casa para encontrar uma das obras não terminadas para atender a copa. O Trânsito, que nunca foi bom, está impossível por causa das obras e das manifestações (sim, senhores, os protestos já voltaram para as ruas). Fora que nem é preciso ressaltar mais uma vez que nosso dinheiro estaria melhor empregado na saúde, já que nosso sistema público tá doente a séculos, ou na educação, onde somos analfabetos funcionais...Mas estamos aí com estádios novíssimos em estados em que os times não chegam nem a primeira divisão do futebol. Justificada nossa insatisfação.
Enquanto isso nossa seleção, já concentrada e invadindo todos os noticiários, está trabalhando.Disse o nosso técnico que a copa fora dos campos não é problema deles. E o seu lado cidadão, sr. Felipão?
Ela, que se encontrou na definição do escritor Antônio Prata, "Meio intelectual, meio de esquerda", tenta se posicionar para saber qual bandeira vai levantar. Claro que apoia os protestos, os brasileiros merecem uma vida melhor. Por outro lado, não tira da cabeça a pergunta que seu instrutor lhe fez na época dos protestos da copa das confederações: "Você iria brigar com seu marido no meio da rua por problemas pessoais seus? Com o mundo todo vendo?" Porque querendo ou não é o que estamos fazendo. Gritando pros quatro cantos que somo um país "mal acabado", tentando resolver nossos problemas no grito e, sim, todo mundo está vendo. Mas dá para esperar a visita ir embora? Engolir sapos é indigesto. Por outro lado,sente falta daquela euforia de vestir a amarelinha, de ver as ruas pintadas, de comentar sobre os jogos, de colecionar as tabelas dos jogos do mundial...
Por essas e outras já tirou lá do armário a blusa preta dos protestos e a canarinho (só que a sua é da azul), mesmo não sabendo qual vai vestir. E espera que o Brasil ganhe nas duas: o título e (quem sabe?) verbas para saúde, educação e outros problemas sociais ou não que nos atingem.Afinal, já vimos que o dinheiro existe, só falta fazer bom uso dele.
É senhores, como se não bastasse a copa, esse ano ainda teremos eleições.
Fazer o que se gosta
"Se você não gosta de seu
trabalho,
tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor
em sua área, destaque-se pela precisão"
A escolha de uma profissão é o primeiro
calvário de todo adolescente. Muitos tios, pais e orientadores vocacionais
acabam recomendando "fazer o que se gosta", um conselho confuso e
equivocado.
Empresas pagam a profissionais para fazer o que a comunidade acha importante ser feito, não aquilo que os funcionários gostariam de fazer, que normalmente é jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia.
Seria um mundo perfeito se as coisas
que queremos fazer coincidissem exatamente com o que a sociedade acha
importante ser feito. Mas, aí, quem tiraria o lixo, algo necessário, mas que
ninguém quer fazer?
Muitos jovens sonham trabalhar no
terceiro setor porque é o que gostariam de fazer. Toda semana recebo jovens que
querem trabalhar em minha consultoria num projeto social. "Quero ajudar os
outros, não quero participar desse capitalismo selvagem." Nesses casos,
peço que deixem comigo os sapatos e as meias e voltem para conversar em uma
semana.
É uma arrogância intelectual que se
ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos
trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. A maioria das pessoas que
ajudam os outros o faz de graça.
As coisas que realmente gosto de fazer,
como jogar tênis, velejar e organizar o Prêmio Bem Eficiente, eu faço de graça.
O "ócio criativo", o sonho brasileiro de receber um salário para
"fazer o que se gosta", somente é alcançado por alguns professores
felizardos de filosofia que podem ler o que gostam em tempo integral.
O que seria de nós se ninguém
produzisse sapatos e meias, só porque alguns membros da sociedade só querem
"fazer o que gostam"? Pediatras e obstetras atendem às 2 da manhã.
Médicos e enfermeiras atendem aos sábados e domingos não porque gostam, mas
porque isso tem de ser feito.
Empresas, hospitais, entidades
beneficentes estão aí para fazer o que é preciso ser feito, aos sábados,
domingos e feriados. Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que
tem de ser feito do que os egoístas que só querem "fazer o que
gostam".
Então teremos de trabalhar em algo que
odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressiva? Existe um final
feliz. A saída para esse dilema é aprender a gostar do que você faz. E isso é
mais fácil do que se pensa. Basta fazer seu trabalho com esmero, bem feito.
Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição.
Aliás, isso não é um conselho
simplesmente profissional, é um conselho de vida. Se algo vale a pena ser feito
na vida, vale a pena ser bem feito. Viva com esse objetivo. Você poderá não
ficar rico, mas será feliz. Provavelmente, nada lhe faltará, porque se paga
melhor àqueles que fazem o trabalho bem feito do que àqueles que fazem o mínimo
necessário.
Se quiser procurar algo, descubra suas
habilidades naturais, que permitirão que realize seu trabalho com distinção e o
colocarão à frente dos demais. Muitos profissionais odeiam o que fazem porque
não se prepararam adequadamente, não estudaram o suficiente, não sabem fazer
aquilo que gostam, e aí odeiam o que fazem mal feito.
Sempre fui um perfeccionista. Fiz
muitas coisas chatas na vida, mas sempre fiz questão de fazê-las bem feitas.
Sou até criticado por isso, porque demoro demais, vivo brigando com quem é
incompetente, reescrevo estes artigos umas quarenta vezes para o desespero de
meus editores, sou superexigente comigo e com os outros.
Hoje, percebo que foi esse
perfeccionismo que me permitiu sobreviver à chatice da vida, que me fez gostar
das coisas chatas que tenho de fazer.
Se você não gosta de seu trabalho,
tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor em sua área, destaque-se pela precisão.
Você será aplaudido, valorizado, procurado, e outras portas se abrirão.
Começará a ser até criativo, inventando coisa nova, e isso é um raro prazer.
Faça seu trabalho mal feito e você
odiará o que faz, odiando a sua empresa, seu patrão, seus colegas, seu país e a
si mesmo.
Stephen
Kanitz é administrador por Harvard
(www.kanitz.com.br)
(www.kanitz.com.br)
Retirado de: http://veja.abril.com.br/241104/ponto_de_vista.html
Sobre pessoas e shows
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| Maria Rita - Foto: http://www.soubh.com.br/ |
Como esperado ela foi mesmo a show da Maria Rita mas não vai usar este post para elogiar o show. Claro que estava ótimo, mas a questão percebida lá dentro foi a evolução do comportamento das pessoas na platéia, que é o assunto para hoje. Claro que ela vai se basear em suas próprias experiências, mas acredita que alguma coisa vai ser comum a todos nós.
Quando criança, quando se vai ao show daquelas cantoras, a primeira reação é o medo: temos que enfiar no meio daquela multidão e dar passos maiores que nossas perninhas. Depois é o deslumbramento: tudo lido, colorido. Parece a coisa mais legal da sua breve vida.
Na adolescência é hora das boybands, shows de rock. Chega-se no minimo 6 horas antes do show. A correria para entrar é parte do espetáculo. Corre como se um milhão de reais estivesse em jogo. Canta-se como se sua vida dependesse daquele refrão, pula, grita. Sai de alma lavada e com um sorriso no rosto.
Lá pela faixa dos 23 anos, vai ao primeiro show "de mesa". Sente-se a mais sofisticada das criaturas ao contar para os amigos que foi no show da Fulana ou daquela banda de jazz que ninguém conhece. Fica sentadinha naquela cadeira hipnotizada pelos instrumentos e aplaude discretamente como todos os outros.
Daí vem os shows de adulto, não pega mais a correria da entrada porque ficou procurando vaga no estacionamento. Não corre para entrar porque não tem nenhuma paciência de ficar vendo os videos que vão ficar exibindo antes do show começar. Passa no banheiro antes e já com o copo de coca-cola entra na arena. Olha para a pista e se pergunta: Será que aguento ficar em pé ali durante todo o show? E já duvidando do seu lado adolescente que deu a resposta positiva, vai para a arquibancada. Senta em um lugar mais no alto (não aguenta aquele povo passando na sua frente toda hora) e conversa sobre coisas do cotidiano com o acompanhante. Nada de ressaltar o quanto ama aquela banda, ou que espera que seja o "show da sua vida". Durante o show fica mais contida, não pula, dança lá no seu cantinho, canta (mas já não grita), aplaude e acaba por sair achando que faltou alguma coisa.
Ontem ela saiu assim, com essa sensação de não ter aproveitado o bastante. Sentiu vontade de estar lá na pista onde estavam os fãs mais exaltados, dançando o tempo todo como eles faziam. Sentiu uma pontinha de inveja dos chapéus dos sambistas, dos passos coordenados ou não, dos gestos livres sem medo de acertar a pessoa do lado... Em outras palavras, sentiu falta da liberdade da adolescência.
E assim decidiu, no próximo show vai como adolescente. Vai chegar cedo, enfrentar fila, correria na entrada, ficar em pé na pista, cantar, gritar e sair de lá com a certeza de que aproveitou até o último segundo daquelas breve horas.
Agora já está esperando a Maria Rita voltar enquanto canta e ensaia os passos do samba:
"Eu não nasci no samba, mas o samba nasceu em mim
Quando eu pisei no terreiro, ouvi o som do pandeiro
Me encantei com o tamborim
Noite que tem lua cheia
Meu coração incendeia
Bate mais forte na marcação
O povo sacode o pagode
Batendo na palma da mão
É corpo, é alma, é religião"
Elo - Uma segunda chance para um cd
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| Maria Rita - Elo |
Ele foi lançado em 2011, certo? - Já pergunta o leitor protestando, para que falar sobre ele hora dessa? Pois bem, dou razão ao protestante, já passou da hora de comentar sobre ele. A própria cantora já lançou mais dois álbuns depois deste.
O porquê dessa ressuscitação é o show da cantora que ela irá comparecer no próximo dia 10 de maio. Ela está na fase de juntar toda a discografia da Maria e aprender ou reaprender a cantar todas as canções.
Daí, acabou caindo de novo no Elo, cd que havia detestado logo quando foi lançado. Para começar achou o cd muito mais do mesmo e depois de dois dias largou de lado. Por que? Veja as músicas:
Conceição dos Coqueiros
Santana
Perfeitamente
Coração a Batucar
Menino do Rio
Pra Matar Meu Coração
A Historia de Lilly Braun
Nem Um Dia
A Outra
Só de Você
Coração em Desalinho
Quase não há canções inéditas. Parecia um disco feito às pressas que ela não engoliu. Só não apagou o arquivo porque música não ocupa muito espaço no HD.
Mas porque mudou de ideia?
Talvez por euforia com o show, talvez por ter aceitado que todo mundo tem um dia de preguiça na vida, talvez...
O fato é que tem voltado para casa ao som da cantora e tem gostado do que ouve. Principalmente da música do clip abaixo.
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