Vinte e Alguma Coisa

Amor não é a resposta, trabalho também não é.... A verdade é tão incompreensível que dói... Mas eu continuo me divertindo e acho que essa é a chave.. Tenho vinte e poucos e continuarei sendo a mesma coisa....

Frozen





E os termômetros por aqui estão ficando entre 11° e 16°...
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Sobre novos hábitos matinais

Mrs. Carter - fonte HugoGloss



Tudo bem que ela ainda chega matando por uma xícara de café, apesar de não passar mais na copa para não sofrer com olhares recriminatórios e que continua olhando o site do submarino para conferir a oferta do dia...Mas ganhou novos hábitos.

Agora, antes de ligar o PC, liga o tráfego de dados no celular e olha o Instagram. Descobriu que as fotos lhe acalmam. Perde um bom tempo "produtivo" ali. Vê paisagens, imagens engraçadas, versos e até mesmo os selfies (por que não?) dos amigos.

Anda pensando seriamente em tirar mais fotos para adicionar a sua própria conta.
Mas ainda não sabe de que ou do que... Sugestões?

E assim segue..
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Para matar a saudade da copa

Andando por aí de link em link achei a pérola abaixo:

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/infograficos/2014/07/84994-top-5.shtml

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Princípios do Ato Administrativo

Princípios a serem observados para que o ato seja legal, ou seja, esteja de acordo com a lei:

Competência ou sujeito: Quem?
Finalidade: Para que?  (Sempre pública e prevista em lei)
Forma: Como? Regra Solene (escrito – publicado, exceção: verbal – guarda de trânsito)
Motivo: Para que? (Fundamento de Fato e Direito que justifica o ato)
Objeto (Conteúdo: o Que? ou Onde?)
Os três primeiros são expressos na lei, são os elementos VINCULADOS – o agente público não terá nenhuma liberdade de escolha, terá que seguir a lei.
Quanto ao motivo e objeto, ora serão vinculados, ora o agente público terá liberdade para escolher o melhor motivo e objeto, caracterizando os elementos DISCRICIONÁRIOS.
Exemplo: Alta velocidade em uma estrada
- Competência: Policial rodoviário federal
- Finalidade: Segurança Pública
- Forma: Multa de trânsito
- Motivo: Excesso de Velocidade – Fundamento: Código de Transito Brasileiro
- Objeto: Multa em si.  Discricionário: valor pode ficar entre 500 e 1000 reais, por exemplo.

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E teve copa...



Davi Luiz comemorando gol contra o Chile - foto: http://www.elhombre.com.br/

Não foi como o esperado. Aquela onda de protestos quebrou brandamente na praia. Não teve, tão pouco, decorações nas casas, nas ruas... Só foi. Simples assim.

As ruas estavam cobertas por policiamento, até nosso exercito,antes recluso,  passeavam exibindo sua fardas impecáveis. Tudo no estilo "para inglês, ver. O medo que sentiu na volta para casa durante o primeiro jogo, quando até o taxista disse "parece que voltamos à ditadura", foi se esvaziando. Ela ainda não sabe se foram as forças armadas que assustaram a população ou se foi a população que assustou e levou as forças armadas para as ruas. Mas os conflitos mesmo não vieram.

O ânimo para os jogos também foi pequeno. Aparentemente as pessoas comemoraram mais os feriados do que os resultados do Brasil. Claro que os jogos foram assistidos, houve vibração com as vitórias, gente vestindo amarelo, novos ídolos aparecendo... Aliás, um beijo para o Davi Luíz, o figura desta nova seleção.

Os escândalos também apareceram do lado da bola houve jogador mordendo outro, houve jogador sendo quebrado, seleções pequenas aprontando e, claro, nossa eliminação por 7 a 1. Do lado de fora tivemos até mesmo a dona fifa envolvida na máfia dos ingressos, fora a tristeza do viaduto que caiu aqui em BH. Onde já se viu um viaduto cair, senhores? E pior, onde já se viu um prefeito dizendo que esse fato é normal?

Junta-se a isto tudo os aproveitadores, os senhores candidatos, cada um acusando o outro da imprudência das obras, dos olhos fechados para isto e para aquilo...Todos preocupados em como será o impacto da copa em suas campanhas eleitorais. Quem perde com isso? Nós, claro.

E agora? Temos que juntar a roupa suja e lavar, colocar a vergonha do campo e do país no bolso e fazer um bom trabalho nos próximos meses.
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O porquê no post Fazer o que se gosta....

Foi um domingo daqueles onde se levanta primeiro que o sol, se arruma como dá e sai. Faz uma daquela viagens de ônibus onde tanto faz ouvir música ou ler Dan Brown, desce em seu destino pensando no porquê já está de pé aquela hora.  Caminha preguiçosamente contra o vento, morrendo de dó da mãe que lhe acompanha  aquela hora. Segue caminhando até achar um lugar onde o sol mostre, ainda que timidamente, alguns dos seus raios, se despede da mãe e vai para o prédio onde está indicado no cartão de inscrição. Sobe para a sala já sabendo que vai encontrar uma colega de faculdade e terá que jogar conversa fora logo às sete da manhã de um domingo gelado. Procura a sala, ainda que contrariada, deseja bom dia para o moço (ou era moça?) que estava na porta. Sorri quando lhe indica seu lugar. Joga uma dose de conversa fora com a colega, ajeita o material na carteira e aguarda.

Quando distribuem o caderno de provas, continua pensando no drama que faz da sua vida: não anda com paciência para os problemas familiares, anda desaminada com os estudos e, principalmente, com a sua crescente desilusão com trabalho e profissão. Assim que vira a capa do caderno esbarra com o título do texto. Já sente a pulga encostanto atrás da orelha. Enquanto corre os olhos pelas linhas vai crescendo a sensação de que aquilo ali estava escrito para ela. Quando termina a leitura sente os cinco dedos do tapa "virtual" que levou na cara. O ardor não lhe deixaria continuar a responder calmamente as questões e ela também não possuía nada para esvaziar a mente que já não parava de pensar no assunto.

Se viu refletida no parte dos insatisfeitos que querem trabalhar com o que gostam. Adoraria morar em uma cabana nas montanhas, levantar as seis da manhã, fazer uma xícara de café e passar o dia escrevendo. E, até mesmo, acredita que se o autor lhe pedisse para que ela deixasse as meias e os sapatos com ele, deixaria. Mas o que mais lhe chamou atenção foi a parte do "precisa ser feito".
E foi essa a primeira visão que decidiu levar para seu cotidiano. Ela agora vai continuar levantando as cinco da manhã, longe das montanhas, tomando seu café só as sete, mas tentando sempre pensar que tem alguém que está dependendo do seu trabalho. Mentalizando que alguém vai ficar feliz em receber aquela versão mais redondinha, sem erros, e poder utiliza-la tranquilamente.

A parte do perfeccionismo já era sua companheira. Ela ainda não encontrou aquele reconhecimento citado mas também não desistiu de continuar correndo atrás. Vai que o reconhecimento está ali na esquina? O jeito é continuar caminhado.

E assim, mesmo naquele domingo frio, mesmo que a prova não lhe traga bons resultados, ela conseguiu extrair dela uma ótima experiência. A sacudida lhe deu um fiozinho de esperança. E foi com essa esperança que respondeu as questões, com essa esperança que abraçou a mãe no final da prova e ainda é com ela que está vivendo essa semana.


"Mas sonha que passa
Ou toma cachaça
Agüenta firme, irmão
Na oração
Deus tudo vê e Deus dará"
 Sorriso nos Lábios do Gonzaguinha
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e a copa?

Sim senhores, ela já se instalou por aqui. Dessa vez é diferente, não se vê decoração nas ruas. Não há ninguém adquirindo produtos em verde-amarelo. Quase não se há expectativa nos rostos das pessoas. E logo agora, na "nossa" copa, a copa brasileira, a copa onde podemos (será?) sermos campeões em casa...

Ainda há aquela intolerância que veio lá de junho passado, daquela copa das confederações. Aquela da "Revolta dos Vinte Centavos", lembra? Pois é, tudo que vemos é indiferença e insatisfação. Insatisfação com o que mesmo? Estamos contra copa?

Se não estamos contra, estamos mesmo insatisfeitos. Basta abrir a porta de casa para encontrar uma das obras não terminadas para atender a copa. O Trânsito, que nunca foi bom, está impossível por causa das obras e das manifestações (sim, senhores, os protestos já voltaram para as ruas). Fora que nem é preciso ressaltar mais uma vez que nosso dinheiro estaria melhor empregado na saúde, já que nosso sistema público tá doente a séculos, ou na educação, onde somos analfabetos funcionais...Mas estamos aí com estádios novíssimos em estados em que os times não chegam nem a primeira divisão do futebol. Justificada nossa insatisfação.

Enquanto isso nossa seleção, já concentrada e invadindo todos os noticiários, está trabalhando.Disse o nosso técnico que a copa fora dos campos não é problema deles. E o seu lado cidadão, sr. Felipão?

Ela, que se encontrou na definição do escritor Antônio Prata, "Meio intelectual, meio de esquerda", tenta se posicionar para saber qual bandeira vai levantar. Claro que apoia os protestos, os brasileiros merecem uma vida melhor. Por outro lado, não tira da cabeça a pergunta que seu instrutor lhe fez na época dos protestos da copa das confederações: "Você iria brigar com seu marido no meio da rua por problemas pessoais seus? Com o mundo todo vendo?" Porque querendo ou não é o que estamos fazendo. Gritando pros quatro cantos que somo um país "mal acabado", tentando resolver nossos problemas no grito e,  sim, todo mundo está vendo. Mas dá para esperar a visita ir embora? Engolir sapos é indigesto. Por outro lado,sente falta daquela euforia de vestir a amarelinha, de ver as ruas pintadas, de comentar sobre os jogos, de colecionar as tabelas dos jogos do mundial...

Por essas e outras já tirou lá do armário a blusa preta dos protestos e a canarinho (só que a sua é da azul), mesmo não sabendo qual vai vestir. E espera que o Brasil ganhe nas duas: o título e (quem sabe?) verbas para saúde, educação e outros problemas sociais ou não que nos atingem.Afinal, já vimos que o dinheiro existe, só falta fazer bom uso dele.

É senhores, como se não bastasse a copa, esse ano ainda teremos eleições.


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