Vinte e Alguma Coisa

Amor não é a resposta, trabalho também não é.... A verdade é tão incompreensível que dói... Mas eu continuo me divertindo e acho que essa é a chave.. Tenho vinte e poucos e continuarei sendo a mesma coisa....

Diário

6 comentários
Levantou-se, como nos demais dias, ainda preferiria estar na cama e curtir o calor do edredom, deixar o sol altear no pedaço de pano azul e iluminar.

Banhou-se, a água, exposta a noite fria entrava como se fossem pequenas agulhas em sua pele, ainda não sabia por que resistia a idéia de arrumar o chuveiro.

Vestiu-se, rapidamente para se livrar da dor e do desânimo, procurou pensamentos felizes na gaveta do armário para que os que ainda vagavam pela sua mente não a assombrasse pelo resto do dia.

Sentou-se, na mesa daquela sala tudo ainda refletia o esforço perdido no tempo, folhas manchadas por uma tinta preta tinha tanto a dizer que ela as olhava com desconfiança e as deixavam quietas.

Ocupou-se, dizem que manter um foco dá sentido á vida, e ela precisava de sentido, ansiava tanto por sentido que já não percebia em que seu mundo se transformava.

Leu-se, esperou encontrar respostas para uma daquelas dúvidas que lhe espantavam nas tardes de terça feira, mas tudo estava tão turvo que a única coisa que distinguiu fora mais uma pergunta: por que estou fazendo isso?

Alimentou-se, preferiu líquidos para clarear sua alma. Mesmo rejeitando cada um dos itens na mesa, engoliu a sopa, bebeu o suco da fruta tão amarga quanto seu coração, e ainda conseguiu com um último golpe, ingerir um pudim liquificado como se fosse um daqueles sonhos que foram se diluindo a medida que os anos passaram.

Olhou-se, sua combinação de tristezas, cansaço e noites mal dormidas lhe trouxeram um ar de serenidade. Não que esse ar lhe trouxesse beleza, era algo mais profundo que massacrava seu belos olhos e refinava ainda mais seus lábios.

Levantou-se, os relógios impiedosos avisavam que o fim daquele período chegara, mas ainda existiam dias a começarem, por que a humanidade descobriu o tempo, porque?

Guardou-se, nunca conseguiu mostrar nada no trajeto que percorre, ainda pede auxilio aos deuses para que as pessoas estejam ocupadas como sempre e não tenham tempo de notar que seus passos ficam mais arrastados a cada dia.

Ajoelhou-se, tentou se lembrar de orações que ouvia a vó rezar, procurou pelas palavras da mãe ao pé de seu berço, buscou os sopros de palavras da irmã noite após noite na cama do lado... mas uma busca sem retorno.

Fechou-se, agora poderia ser só aquilo que se tornara. Não precisaria de regras, não precisaria de cuidados, não precisaria de medo, e principalmente, não precisaria tentar entender nada.

Deixou-se ser devorada.

6 comentários :

Marcela Fernanda disse...

Nossa!
Apenas digo q deve se manter animada por si mesma, e nao pelo q a vida ou os outros tem a oferecer.

Boa semana, beijos

Carla Leão disse...

Vc está pior que eu que estou gripada, quer dizer, é uma pseudo-gripe, axo q está até passando.
Claro, não subestimando sua falta de ânimo, as vezes as dores da alma são maiores que qualquer dor física!

Tente se animar com alguma coisa!!
Bjos.

Marcela Fernanda disse...

Pensando tanto muitas vezes perdemos (boas) coisas que a vida quer nos dar. Beijao

Ivich disse...

Marcela,

sábias palavras, tentarei aplica-las sem pensar d+!

Beijo

Ivich disse...

Marcela,

sábias palavras, tentarei aplica-las sem pensar d+!

Beijo

Ivich disse...

Carla,

eu tenho tentado, rs. Ânimo tem sido meu grito de guerra!

Beijo