O desânino vai se instando, e aquela velha pergunta que lhe incomodou todo o semestre passado lhe retorna à mente: "è isso mesmo que você quer fazer?". Seu cérebro fica calado. Seu coração apertado, sabe que num é bem isso, mas não se manifesta. Da última vez que tentou algo, o cérebro foi mais veloz é disse: Literatura! Até parece... Nem talento pra isso você tem. Vai viver de que?? E o coração se calou. Não protestou, não suporta brigas: é mole, sempre cede. E dessa vez, não queria passar pela mesma humilhação, aprendeu a conviver com a dor. Aprendeu a suportar os cálculos e fingir que está adorando tudo. O cérebro o vigia. Não permite que se liberte. E ele segue.
De vez em quando, o coração grita, diz que precisa de algo novo. Aí o cérebro enrola: cria um blog, dá idéias pra o romance em que o coração que escrever, deixa que ele termine um capítulo.
E logo em seguida, exige que ele retorne para as aulas.
Hoje é dia de voltar para aquele local. Passar lá novamente noites da minha vida. Será que o cérebro terá razão daqui à uns anos?
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