Vinte e Alguma Coisa

Amor não é a resposta, trabalho também não é.... A verdade é tão incompreensível que dói... Mas eu continuo me divertindo e acho que essa é a chave.. Tenho vinte e poucos e continuarei sendo a mesma coisa....

E se ...

Ele gosta de poesias. Ela faz poesias.
Ele para na estante de poesias da livraria. Ela, prefere olhar a de frente.

Ele quer que ela lhe mande suas poesias
Ea, insegura vacila.
São dores muito profundas, daquelas que poderiam sangrar novamente.
Elas, as poesias, estão literalmente trancadas em um baú,
e ela, no seu íntimo não sabe, ou não quer saber onde fora parar aquela minuscula chave, que
trancou um passado não tão distante assim.

Ela tenho medo sim, medo de que a vendo tão insegura,
ele compreenda que ainda não superou cada uma daquelas palavras,
medo de que ele sinta toda aquela dor que sentiu,
medo de não conseguir olhar nos olhos dele quando
ele estiver em posse de parte obscuras de sua alma.

Mas se ele tiver o direito de conhecer cada uma das partezinhas rachadas da alma dela,
se isso que aparentemente estão construindo, for bem mais sólido do que
qualquer uma das cronstruções edificadas antes, e se a compreensão dele ultrapassar o frágil entendimento dela, e se..

Ele cobra as poeisas. Ela promete envia-las.
E se as enviar? E se não as enviar?
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Retrato de férias

No primeiro dia é aquela maravilha: vou fazer isso, assistir aquilo, ler aquele livro, estudar aquela linguagem e ainda visitar fulano, beltrana e ainda vou a tal e tal lugar. Planos e planos.

No segundo dia, você acorda mais realista, com uma visão menos turva e percebe que aquele plano de 'férias divertidas' está pesado demais. Aí, você decide dormir e não pensar no tanto de coisa que planejou fazer.

No terceiro dia, você abre um daqueles livros que ia ler. Começa bem, lê três capítulos, até que sua mãe se lembra de que você está de férias e em casa, sem nenhuma viagem marcada e começa a te arrastar para todos os compromissos dela.

Nesse ritmo você percebe que a primeira semana evaporou-se! Aí, recorre ao pacote de planos e corta uns itens que não são urgentes, e recomeça a todo vapor na semana seguinte: assiste a aqueles filmes que guardou para essas férias, devora dois livros e ainda passa na casa de uma série de pessoas pra quem você devia uma visita. Essa semana termina e lhe dá uma sensação de cansaço terrível. Parece que você se cansou mais do que quando vai pro trabalho, faculdade e vira a noite fazendo trabalhos e estudando para provas.

Com todo o cansaço, você volta para o plano de férias, risca mais um monte de coisas e promete que vai pegar mais leve na próxima semana. Só que aí o pânico começa: "É a última semana!". O que fazer: Descansar ou cansar? E você vai gastando os dias com cinema, leituras e saídas rápidas.

Então, vem o domingo, com toda sua crueldade, e anuncia que agora se acabou. Os passeios não feitos, os livros não lidos, a linguagem não aprendida, as visitas planejadas vão ficar para a próxima.

Na segunda você levanta no horário de trabalho, não sabe se está animado ou revoltado, mas tem algo no seu estômago. Entra no ônibus ainda pensando na cama, entra no trabalho e aquele restinho de esperança lhe diz: "Você pode fazer o resto das coisas que ficaram pendentes no fim de semana". E o pior é que você sempre acredita e liga seu computador para trabalhar.
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Devido as férias desta que vos escreve, esse blog entra em férias!
Voltamos a qualquer momento... Ou em agosto, quando as férias terminam...
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Balanço de fim de semestre

Quando começou, tudo estava turvo, o ânimo não era dos melhores, as aulas não a atraíam, seria o primeiro semestre longe de sua turma. A situação não melhorava no campo amoroso, falhas e falhas, dor e angustia eram sua companhia mais freqüente. E o trabalho? Prefere não comentar.

O tempo foi passando, a situação foi piorando, atingiu aquela fase em que quase todos dizem:"Surtei ao vinte e poucos".Pensou em largar o emprego, em desistir da faculdade. Foi nesse semestre que descobriu o que é trancar uma matéria, o que é ter persistência, o que é respirar. Quis morrer e matar, por amor e por dor. Por outro lado, aprendeu a estudar cálculo, a ouvir Rosa de Saron, a conversar francamente com seus desejos, a não esperar reações das pessoas, voltou a freqüentar missas, assistir seriados, a confiar em algumas pessoas.

Agora, no finalzinho, nos últimos segundos do segundo tempo, descobriu que a dor passa, reconheceu uma pessoa super especial, superou parcialmente a crise do 'surtei aos vinte poucos' e aguarda cena nos próximos capítulos.
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Problema de Tinta

Desde que comecei a ler Coração de Tinta, uma idéia não saia da minha cabeça, se eu tivesse o mesmo poder do Mo, de trazer elementos dos livros para a realidade, o que eu gostaria de trazer?

A primeira idéia, apareceu meio turva, durante a leitura no ônibus, na volta de uma aula traumatizante de cálculo: "Traria um desses matemático famosos". Mas, dando espaço para a idéia crescer, percei que eu não teria paciência para acompanhar suas idéias, e acabaria frustrando o matemático com minha santa ignorância. Foi então que aboli essa idéia.

Depois, em um desse dias que tudo dá errado, e que nosso coração está tão espremido que parece que ele vai se dissipar, eu desejei poder trazer um amor, desses encomendados sob medida. Pensei no belo Edward Cullum, no dedicado Michael Moscovitz, no não tão juvenil Ed Kennedy e, até mesmo o fantasma Jess. Só que todos eles já possuem suas musas, e ficariam desolados quando aparecessem aqui e percebessem que elas não vieram também. Então, descobri que não teria paciência para consolar nenhum, e deles e que só tenho referencia de amores, em personagens juvenis. Ideia abandonada também. Eu preciso de um amor de verdade!


Em seguida vieram as idéias de tirar objetos, dinheiro, personagens dos livros favoritos, mas foram morrendo tão fugazmente quanto nasceram. Como eu justificaria para as pessoas meus novos bens? E como manteria os personagens quietos em segurança??


Quando eu já estava a cinco páginas do final do livro, me lembrei da Sofia Amundsen, de um Mundo de Sofia. Ela é, sem sombra de dúvidas, minha personagem favorita, e eu iria adorar ficar conversando com ela e ainda tinha outra vantagem: ela e seu professor de filosofia desejavam mesmo escapar do Major e de seu romance. Bingo! Pensei, iria tirar a Sofia.

Acabei de ler Coração de Tinta e me lembrei de um pequeno detalhe: a Sofia e seu professor, Alberto Knox, escapam do livro e das garras do Major... Lá estava o meu problema de novo! Agora, estou prestes a começar Sangue de Tinta, segundo livro da trilogia, e ainda não tenho uma idéia do que trazer. Será que devo apostar no ouro?
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aki
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Vagueando

Queria não sentir que minhas idéias aproveitaram as férias da faculdade, e viajaram para o primeiro parque temático que encontraram, largando minha mente cheia de pensamentos perdidos, sem saber como deixá-la e sem conseguir se juntarem para construir um pequeno raciocino...
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